Jooju |
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As pessoas teimam em transformar o amor em algo concreto. Tentam capturá-lo, engarrafá-lo e rotulá-lo. Tentam vendê-lo, exibi-lo. Como se o amor dependesse, principalmente, de um vouyeur. O amor, quando verdadeiramente verdadeiro é, não precisa de platéia. Só precisa de duas pessoas. Ou três, ou quatro. Não importa. Só precisa de amantes, de uma corrente. Não precisa de consultores, críticos. Não precisa ser sexual, animal, amigo ou maternal. Pode ser um pouco de tudo e nada.
“Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende (…)” (W. Edwards Deming)
Tá aí um bom argumento. Amor não se entende, não se raciocina. Se vive, se come, se rola. Tenho meus amores, não preciso empacotá-los e apresentá-los pros expectadores. E eles sabem que são meus amores. Nada mais me importa, nada mais me move.

Juliana Spitaliere